CATARSE

Um professor deixa-se consumir pela angústia do fracasso após diversas tentativas frustradas para publicar seu livro. Seu sofrimento aumenta ainda mais quando, na instituição em que trabalha, é acusado de pedofilia por uma professora. Vivendo na mais profunda melancolia, sozinho e quase a beira do suicídio, ele conhece Anabel, uma funcionária pública que acabou de entrar para trabalhar na secretaria da escola. Anabel se compara a um parafuso espanado, ou seja, não aperta nem afrouxa, sente-se inválida, apenas mais uma funcionariazinha do governo. Ela também atravessa um mar de angústia: depois de 5 anos de namoro, 2 anos de noivado, e faltando apenas uma semana para se casar, seu namorado confessa que tinha um caso com a  sua melhor amiga havia 3 anos e desiste do casamento. Anabel se interna nos estudos, abandona o curso superior de Sistemas de Informação e entra para o serviço público. Lá ela conhece Bruno, o professor fracassado. À medida que se conhecem, vão conhecendo um ao outro: ele se conhece por meio dela e ela se conhece por meio dele. Conhecendo a si próprio por meio de do outro.

Eles não sabem que se amam. Ela não diz a ele e vice versa.

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